E-mail... E-mail hoje em dia é uma coisa muito banalizada. As pessoas passam e-mails pras outras só por passar e acham que tem muitos amigos por causa disso. Recebo tantos e-mails por dia e tão iguais que já nem abro mais os pps.
Recebo e-mails de pessoas que não converso há mais de 7 anos e nem sei como anda a vida delas. Acho que é só uma forma de sabermos que ainda estão vivas porque nesses e-mails não tem nem ao menos uma informação pessoal.
Normalmente fico indignada quando recebo e-mails que sei que o conteúdo não é verídico e que as pessoas encaminham aquelas mentiras por anos e anos.
Outra coisa que costuma me revoltar são textos fracos atribuídos a escritores famosos. Ou às vezes são mesmo textos daqueles autores, mas que alguém teve a “brilhante” idéia de “melhorar o texto” e acaba fazendo uma cagada.
Hoje mesmo recebi um e-mail que quando li achei muito familiar, sabia que tinha lido esse texto há uns 5 anos atrás e tinha gostado bastante. O problema foi que algum infeliz achou que ficaria bonito se mudasse umas palavras e acabou com o texto.
Se pesquisar no google os dois textos estão bem disseminados.
O texto que recebi há tempos foi este:
TODO MUNDO, ALGUÉM, QUALQUER UM E NINGUÉM:
"Que conta a história de quatro pessoas: Todo mundo, Alguém, Qualquer um e Ninguém. Onde havia um grande trabalho a ser feito e Todo Mundo tinha certeza de que Alguém o faria.
Qualquer Um poderia tê-lo feito, mas Ninguém o fez.
Alguém se zangou porque era um trabalho de Todo Mundo.
Todo Mundo pensou que Qualquer Um poderia fazê-lo, mas Ninguém imaginou que Todo Mundo deixaria de fazê-lo.
Ao final, Todo Mundo culpou Alguém quando Ninguém fez o que Qualquer Um poderia ter feito..."
A grande sacada do texto é que se você substituir TODO MUNDO, ALGUÉM, QUALQUER UM E NINGUÉM por nomes de pessoas o texto continua fazendo sentido, veja abaixo:
JOÃO, JORGE, MARIA E JOANA:
"Que conta a história de quatro pessoas: João, Jorge, Maria e Joana. Onde havia um grande trabalho a ser feito e João tinha certeza de que Jorge o faria.
Maria poderia tê-lo feito, mas Joana o fez.
Jorge se zangou porque era um trabalho de João.
João pensou que Maria poderia fazê-lo, mas Joana imaginou que João deixaria de fazê-lo.
Ao final, João culpou Jorge quando Joana fez o que Maria poderia ter feito..."
Brilhante!!! Tudo faz sentido do mesmo jeito!!!
Mas veja o que recebi hoje:
O EMPREGO DO PRONOME INDEFINIDO
Era uma vez quatro indivíduos que se chamavam: TODOS, ALGUÉM, CADA UM e NINGUÉM.
Existia um importante trabalho a ser feito, e pediram a TODOS para fazê-lo.
TODOS tinham certeza de que ALGUÉM o faria.
CADA UM poderia tê-lo feito, mas na realidade NINGUÉM o fez.
ALGUÉM se zangou, pois era trabalho de TODOS! TODOS pensaram que CADA UM poderia tê-lo feito e NINGUÉM duvidava de que ALGUÉM o faria.
No fim das contas, TODOS fizeram críticas a CADA UM porque NINGUÉM tinha feito o que ALGUÉM poderia ter feito.
*** Moral da história***
Sem querer recriminar a TODOS, seria bom que CADA UM fizesse aquilo que deve fazer sem alimentar esperança de que ALGUÉM vá fazê-lo em seu lugar...
A experiência mostra que lá onde se espera ALGUÉM, geralmente não se encontra NINGUÉM.
Estou repassando a TODOS a fim de que CADA UM possa repassá-lo a ALGUÉM sem esquecer de NINGUÉM.
Não vou nem comentar o acréscimo do texto para te induzir a repassá-lo (isso talvez fique para outro post).
Mas no mesmo princípio do outro texto, se substituir: TODOS, ALGUÉM, CADA UM e NINGUÉM por nomes ficaria o seguinte:
O EMPREGO DO PRONOME INDEFINIDO
Era uma vez quatro indivíduos que se chamavam: JOÃO, JORGE, MARIA e JOANA.
Existia um importante trabalho a ser feito,e pediram a JOÃO para fazê-lo.
JOÃO tinham certeza de que JORGE o faria.
MARIA poderia tê-lo feito, mas na realidade JOANA o fez.
JORGE se zangou, pois era trabalho de JOÃO! JOÃO pensaram que MARIA poderia tê-lo feito e JOANA duvidava de que JORGE o faria.
No fim das contas, JOÃO fizeram críticas a MARIA porque JOANA tinha feito o que JORGE poderia ter feito.
*** Moral da história***
Sem querer recriminar a JOÃO, seria bom que MARIA fizesse aquilo que deve fazer sem alimentar esperança de que JORGE vá fazê-lo em seu lugar...
A experiência mostra que lá onde se espera JORGE, geralmente não se encontra JOANA.
Estou repassando a JOÃO a fim de que MARIA possa repassá-lo a JORGE sem esquecer de JOANA.
É só impressão minha ou esse texto ficou muito esquisito?
A começar pelos tempos verbais que deveriam ser trocados por causa do João.
Segundo na conclusão e na moral da história as pessoas estão todas trocadas principalmente quem poderia e deveria fazer. Ou seja, acabaram com o texto...
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